Conceito gov.br
Uma releitura da página inicial do gov.br, feita por conta própria. A página abre com uma pergunta: a pessoa escreve ou fala o que precisa e acompanha o pedido até a confirmação, com a Conta gov.br e os serviços que o país já tem.
O governo inteiro, numa conversa.
A ideia
O gov.br já tem a parte difícil: uma conta com biometria e níveis de confiança, assinatura com validade legal e milhares de serviços digitais. Na página inicial, ainda é preciso saber o que procurar e onde.
O conceito troca a vitrine por uma pergunta, na linha do que o National Design Studio fez no America.gov: o título em uma linha e uma caixa de conversa em que a pessoa escreve, fala ou pede Libras. A frase que guiou o projeto foi America.gov por fora, gov.br por dentro.

Diga o que você precisa.
Com a sua Conta gov.br, você conversa com o governo inteiro e resolve sem sair daqui.


Desde 2016, o Brasil constrói o que quase ninguém vê: uma identidade digital para mais de 178 milhões de pessoas, com biometria, níveis de confiança e assinatura com validade legal. Agora, falta o que todo mundo vê.
Por que uma pergunta
Pela conta do próprio governo, cada ida a um balcão público custa em média 90 minutos, e a digitalização já devolve cerca de 150 milhões de horas por ano. O que falta é a porta de entrada: hoje a pessoa ainda precisa saber qual órgão procurar.
A caixa de conversa resolve isso no primeiro gesto, e o que a pessoa escreve nunca termina num aviso: a página desce até a história, mostra as palavras dela no celular e diz o que vem a seguir.
Simples por fora
No celular, um app gov.br repensado leva o pedido do começo ao fim em quatro passos: a conversa por voz, o cadastro facial, a conferência dos dados que o governo já tem, com a origem de cada um, e a confirmação com acompanhamento.
No cadastro facial, o rosto aparece desenhado em pontos, do jeito que a câmera frontal o enxerga, e o anel em volta se completa conforme a cabeça gira.




Uma conta, três níveis
O cartão da Conta gov.br mostra os três níveis de segurança e, para cada um, o que ele libera e como chegar lá, seguindo a tabela oficial.



Do Oiapoque ao Chuí
A página foi desenhada para quem lê pouco, para quem não ouve e para quem só tem o celular. A voz vale tanto quanto o texto, porque 29% dos brasileiros têm analfabetismo funcional; a Libras entra pelo VLibras; a linguagem segue a lei de linguagem simples de 2025; e o atendimento presencial continua garantido.
Serviços que já existem
Quatro demonstrações curtas mostram o que o país já oferece pelo celular: a caderneta de vacinação, o passaporte, a nova carteira de identidade e a declaração do Imposto de Renda que já vem preenchida.


Cor e tipo
O texto e a interface usam a Rawline, a fonte oficial do padrão digital do governo, para o brasileiro reconhecer o que já conhece. Os títulos usam a Fraunces, uma serifada de código aberto que tem a carioca Flavia Zimbardi entre as autoras.
O azul do padrão é a cor de ação, o ouro marca os níveis de confiança e o verde marca o que ficou pronto. As cores da marca gov.br ficam só na marca.
- Azul-marinho#071D41texto
- Azul#1351B4ação, a primária do DS gov.br
- Ouro#C2850Cfoco e nível ouro
- Verde#168821pronto
- Névoa#F4F6F9superfícies
- #377EC1
- #FBBA00
- #52AE32
O azul, o amarelo e o verde da marca gov.br ficam só na marca, no cadastro facial e na linha do tempo.
Fraunces
Títulos
Rawline
Texto e interface, a fonte do DS gov.br
Fontes
Todo número da página tem nota e fonte primária. As pessoas, os protocolos e os valores dos exemplos são fictícios e vêm avisados no rodapé.